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Saúde de Céline Dion tem piora e cantora pode não voltar aos palcos, diz jornal

 

Foto: AFP




A cantora Céline Dion, que luta contra a Síndrome da Pessoa Rígida desde o ano passado, apresentou piora em seu estado de saúde. Segundo o jornal britânico Mirror, a estrela da música precisou cancelar mais apresentações de sua turnê na Europa até 2024 e pode não voltar aos palcos. 

Uma fonte próxima à cantora revelou ao The National Enquirer, que Dion está sensível a ruídos altos e quase não sai de casa devido aos espasmos.

"Ela tem dificuldade para andar e fica à mercê de ruídos altos que desencadeiam espasmos. Suas costas ficaram curvadas e seus espasmos musculares são, às vezes, insuportáveis”, afirmou.

Em entrevista ao jornal canadense Le JournalClaudette Dion, irmã de Céline, lamentou que os remédios para o tratamento da doença já não fazem o mesmo efeito

"Não achamos nenhum remédio que funcione, mas ter esperança é importante. Eu, honestamente, penso que ela precisa sobretudo descansar. Ela sempre vai além em suas performances, sempre tenta ser a melhor", disse ela.

O QUE É A SÍNDROME DA PESSOA RÍGIDA?

Segundo o Instituto Nacional de Desordens Neurológicas dos Estados Unidos, a SPR é uma condição neurológica rara e progressiva. Entre os sintomas, estão a rigidez dos músculos dos braços e das pernas e uma intensa sensibilidade auditiva e estresse emocional, que podem causar espasmos musculares.

Com a evolução da síndrome, os pacientes podem desenvolver posturas anormais, geralmente curvadas. Algumas pessoas podem também perder a capacidade de andar e se movimentar. Além disso, a perda dos reflexos pode gerar quedas constantes, aumentando riscos de lesões.

A síndrome afeta duas vezes mais mulheres que homens. O diagnóstico definitivo é feito com um exame de sangue que mede o nível de anticorpos descarboxilase de ácido glutâmico (GAD). A ciência, no entanto, não identificou a causa exata da condição. A hipótese é que seja gerada por uma resposta autoimune que deu errado, já que a doença pode estar associada a outras doenças autoimunes, como diabetes, vitiligo, anemia e alterações na tireoide. 

O diagnóstico pode ser confundido com a doença de Parkinson, esclerose múltipla e fibromialgia.

O tratamento demanda o uso de medicamentos relaxantes musculares, basicamente. Contudo, terapia com imunoglobulina intravenosa pode ajudar a reduzir a rigidez e a sensibilidade ao som.



Fonte: Diário do Nordeste 

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