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Policial militar é denunciado pelo MPCE por matar pai e filho a tiros no Eusébio

Foto: Leabém Monteiro


O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou o soldado da Polícia Militar do Ceará (PMCE) Paulo Roberto Rodrigues de Mendonça pelos assassinatos de Francisco Adriano da Silva, de 42 anos, e do seu filho, de 13 anos, dentro de um carro, no Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), em agosto deste ano.

A denúncia do MPCE, enviada à Vara Única Criminal de Eusébio, da Justiça Estadual, no último dia 20 de outubro, pede a condenação do policial militar por duplo homicídio qualificado - com as qualificadoras de crueldade, impossibilidade de defesa da vítima, emprego de arma de fogo de uso restrito e contra menor de 14 anos, pela morte do adolescente; e de impossibilidade de defesa da vítima e emprego de arma de fogo de uso restrito, pelo assassinato do pai.

O duplo homicídio ocorreu na manhã do dia 18 de agosto deste ano. Francisco Adriano levava seu filho para a escola, em um carro, quando houve o tiroteio. Paulo Roberto foi preso em flagrante, poucas horas depois, e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça Estadual.

Questionado sobre a denúncia do MPCE, o advogado Kaio Castro, que representa a defesa de Paulo Roberto Rodrigues de Mendonça, afirmou apenas que "embora existam várias diligências a serem feitas no inquérito policial e o Ministério Público em um primeiro momento não tenha denunciado, aguardamos a citação para que possamos exercer pela primeira vez o contraditório".


ADOLESCENTE ERA O ALVO DA AÇÃO CRIMINOSA

A investigação da Delegacia de Assuntos Internos (DAI), ligada à Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário do Ceará (CGD), levantou provas de que o PM Paulo Roberto Rodrigues de Mendonça cometeu o crime e que o principal alvo do ataque criminoso era o adolescente de 13 anos.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Ceará, laudos periciais de Exame de Comparação Balística, elaborados pela Perícia Forense do Ceará (Pefoce), concluíram que as munições apreendidas no local de crime e no corpo do adolescente apresentavam convergência com uma arma de fogo apreendida na posse do policial militar.

Outro exame pericial apontou que uma balaclava e uma camiseta, de cor preta, apreendidas com o policial, continham partículas indicativas de disparos de arma de fogo. A motocicleta utilizada no crime ainda pertencia ao policial.

Entretanto, a investigação não descobriu ainda qual a motivação do crime. Em depoimento, familiares das vítimas afirmaram que eles nunca falaram de sofrer ameaças nem estavam com o comportamento alterado, nos dias anteriores ao crime. Já o PM preso preferiu se manter em silêncio, ao ser interrogado na DAI.


Fonte: Diario do Nordeste 

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