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Morre Sabine Boghici, atriz que foi presa por golpe milionário contra a mãe

 

FOTO: Reprodução/Instagram/TV Brasil



A atriz Sabine Boghici, de 49 anos, que chegou a ser presa por aplicar um golpe milionário contra a mãe, morreu ao cair do 5º andar de um prédio na Zona Sul do Rio de Janeiro, na tarde dessa quinta-feira (14). As informações são do g1

Ela foi socorrida pelos bombeiros e levada para o Hospital Municipal Miguel Couto em estado gravíssimo, mas, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, não resistiu aos ferimentos. A Polícia Civil investiga o caso.

Sabine foi presa em agosto do ano passado acusada de aplicar um golpe de mais de R$ 724 milhões contra a própria mãe, e ganhou liberdade provisória em março deste ano. A atriz era herdeira de um dos maiores colecionadores de arte do país, o romeno Jean Boghici.

FALSA VIDENTE

Primeiro, ela contratou uma mulher para se passar por vidente, abordar a vítima na rua e alertá-la sobre a morte iminente de Sabine. 

Em seguida, a suposta profeta levou a idosa até duas comparsas, apresentadas como sendo cartomante e mãe de santo. A dupla confirmou a previsão e sugeriu que fosse realizado um "trabalho" para salvar a filha dela. Elas informaram que seria necessário pagar pelo serviço. 

A vítima ficou assustada e decidiu contar o acontecido para a filha, que fingiu surpresa e insistiu que a mãe pagasse pelo procedimento. Em um intervalo de 15 dias, a idosa efetuou diversos pagamentos, que somaram R$ 5 milhões. 

No início do suposto "tratamento", a filha passou a isolar a mãe em casa, dispensando os funcionários do local. Em fevereiro, a idosa começou a desconfiar da relação entre a herdeira e as videntes e parou de realizar os repasses. Com o fim dos pagamentos, segundo a investigação, a atriz passou a agredir e ameaçar a própria mãe. 

OBRAS DE ARTES ROUBADAS

A vítima era casada com um colecionador e negociador de arte. Após a morte do esposo, ela herdou as obras. Ao todo, 16 quadros de seu acervo foram roubados e vendidos para galerias de arte.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, um dos estabelecimentos, que fica em São Paulo, comprou três das obras com valor estimado em R$ 300 milhões. O trio foi recuperado. Pelo menos outras dez foram revendidas para o Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires (Malba), na Argentina.  

O dono da galeria paulista declarou à Polícia que não desconfiou que os quadros fossem roubados, pois, segundo ele, conhecia a família e disse ter recebido os objetos da própria filha da idosa. 

Na ocasião, a idosa estimou que somente os itens plásticos representaram um prejuízo de R$ 709 milhões. Segundo a Polícia, também foram roubados R$ 6 milhões em joias, além dos R$ 5 milhões pelo "trabalho espiritual" e mais R$ 4 milhões transferidos sob ameaça.

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