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Wesley Safadão tem show cancelado pela Justiça no Maranhão; apresentação custaria R$ 700 mil "farra com o dinheiro público".

 

Foto: Reprodução/Instagram

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) cancelou o show do cantor Wesley Safadão — programado para esta quinta-feira (5) — em comemoração ao aniversário de 36 anos da cidade de Zé Doca (MA). O valor da apresentação do artista era orçado em R$ 700 mil.

O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) entrou com ação pedindo o cancelamento da apresentação por considerar o valor uma "farra com o dinheiro público".

A decisão foi assinada pelo desembargador Cleones Cunha, que cassou a liberação do juiz Marcelo Moraes Rêgo de Sousa, titular da 1ª Vara da Comarca de Zé Doca — que havia mantido a realização do show.

Foto: Reprodução/MPMA

No documento, o desembargador proibiu a prefeita da Cidade, Josinha Cunha (PL), de fazer quaisquer pagamentos ou transferências financeiras em relação a contratação do artista, tais como montagem de palco, som, hospedagem, alimentação ou pessoal de apoio. O valor de R$ 700 mil previsto para o show, destaca a decisão, é uma "vultosa
quantia" e "poderia ser empregado em outras áreas mais urgentes e amenizaria as dificuldades enfrentadas
pelo município".

Caso a Prefeitura de Zé Doca descumpra a decisão, deve pagar uma multa de R$ 70 mil — a ser paga pessoalmente pela prefeita.

Foto: Reprodução/MPMA

Apresentação de recursos

Conforme o desembargador, a Prefeitura de Zé Doca não indicou se os recursos para o show seriam de receitas vindas de ações de recuperação fiscal, cuja utilização dispensaria processo licitatório.

Segundo a promotora Rita de Cássia Pereira Souza, há uma contradição entre o gasto com o show e a recente manifestação de prefeitos por conta da baixa arrecadação dos municípios.

Zé Doca foi uma das cidades que participaram do movimento, realizado em 30 de setembro. Em apoio ao ato, houve paralisações de órgãos públicos municipais — inclusive, de unidades básicas de saúde.

A Prefeitura de Zé Doca ainda não se manifestou publicamente sobre o assunto. A reportagem do Diário do Nordeste entrou em contato com o Município, mas as ligações não foram atendidas. Também foi feito questionamentos via e-mail, mas não foram respondidos até publicação desta matéria.


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