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Adriano Bololô, atleta cearense de X1, morre após grave acidente de carro

Foto: Reprodução / Instagram



O atleta de X1 Adriano Bololô faleceu, na madrugada desta quinta-feira (30), aos 25 anos, vítima de um acidente de carro registrado na CE-040, no município de Fortim, no Interior do Ceará. Ele retornava para Fortaleza após participar de um jogo não oficial de Fut7, em Mossoró, no Rio Grande do Norte.

O jogador viajava com outros quatro atletas quando o carro em que estavam colidiu com uma placa de sinalização, no canteiro central da rodivia, e após supostamente o motorista perder o controle do veículo, segundo informou ao Diário do Nordeste uma fonte, que preferiu não se identificar.

Os demais ocupantes do carro ficaram feridos. Um deles foi levado para o Hospital Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza, e o outro para um hospital de Limoeiro do Norte, onde passou por cirurgia no braço. Ambos não correm risco de morte.

Foto: Arquivo Pessoal


Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar foram acionadas para o acidente de trânsito. Agentes da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) também compareceram ao local, onde foram coletados indícios que subsidiarão os trabalhos policiais.

ADRIANO BOLOLÔ

Adriano Bololô era um dos principais nomes do X1 na atualidade e chegou a defender o Flamengo, na disputa da Liga Nacional e Liga das Américas, e a Seleção Brasileira. O cearense também jogou pelo Resenha, do Piauí, principal equipe de Fut7 do Brasil.

O atleta vivia um momento de ascensão em sua carreira e, depois de chegar à sua quarta vitória consecutiva, na última segunda-feira (28), contra Laboba na X1 Brazil, estava prestes a disputar o cinturão da modalidade.

O QUE É O X1?

O X1 é considerado uma modalidade de futebol society que surgiu em Pernambuco, no Nordeste. Esse esporte consiste na disputa de equipes formadas por um jogador e um goleiro. O segredo do esporte está nos dribles, ataques e defesas.

Muito sábio, Luiz Gonzaga, em 1980, compôs a música "Lá vai Pitomba" que envelheceu bem. A letra da música conta um pouco como funciona o X1. "De pé em pé, a bola no gramado vai de lado a lado", "do meio do campo, vai para o ataque" e por lá "o goleiro sai e consegue espalmar". O jogo reinicia com quem estava no ataque e o jogador vai em busca do gol novamente. "No pé, na cabeça, no corpo e no chão", com dribles e em busca de abrir o placar.

As partidas normalmente duram cerca de 30 minutos, divididos em dois tempos de 15 minutos, para que os atletas consigam descansar e se hidratar.

Em caso de empate, o "shoot out" entra em cena. Esse recurso consiste em três cobranças feitas por cada jogador, contra o goleiro adversário, no final da partida. Nessa modalidade, o "shoot out" pode ser comparado as penalidades do futebol. O jogador que encerrar com mais gols, é o vencedor da partida.

O esporte começou a ser praticado em bairros periféricos de várias capitais do país. O sucesso nas redes sociais das transmissões ao vivo impulsionaram ainda mais o esporte. Grandes marcas viram oportunidades de profissionalizar o X1, organizando eventos milionários com premiações altas para os competidores.


Fonte: Diário do Nordeste

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