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Jornal Revista Ceará divulga pesquisa FUTURA/APEX; Veja os resultados

Foto: Reprodução

A principal leitura dos dados aponta para uma eleição que será decidida no campo da centro-esquerda, com forte influência de lideranças nacionais e uma dinâmica local altamente dependente de alianças. Segundo levantamento do Instituto FUTURA/APEX, contratado pelo Jornal Revista Ceará com registro no TSE: CE-01668/2026 | BR-03594/2026, o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) lidera na corrida ao governo na pesquisa espontânea com 30,0% e o governador Elmano de Freitas (PT) segue com 21,0% dos votos. Um dos achados mais relevantes é a sobreposição significativa entre os eleitorados de Lula e Ciro Gomes. Amostra: 1000 entrevistas, Margem de erro: 3,1 p.p, Nº de Cidades: 139 municípios, Índice de Confiança: 95% e Período de coleta: 30/mar – 01/abr de 2026.

A administração do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), é avaliada positivamente por 47,4% dos eleitores e aprovada por 56,2% segundo levantamento. Na contra-mão, o governador Elmano de Freitas (PT) é o mais rejeitado com 35,6. Enquanto Ciro Gomes (PSDB) é um dos menos rejeitados com apenas 20,3% acima apenas do candidato do PSOL professor Jarir Pereira com 18,8% de rejeição. Há 6 meses para as eleições, apenas 39,2% se declaram indeciso, não souberam ou não responderam. O que mostra um interesse significativo do cearense nas eleições desse ano a Governo do Estado. Um dado que chamou bastante atenção foi; cerca de 30% dos eleitores de Lula também votam em Ciro, e o inverso também se verifica. Esse dado revela um eleitor menos ideológico e mais pragmático, que transita dentro do mesmo campo político e que tende a ser decisivo ao longo da campanha. A novidade do cenário é a possível entrada de Flávio Bolsonaro como apoiador de Ciro Gomes, o que adiciona uma camada de complexidade. Esse movimento pode ampliar o alcance de Ciro para além do seu eleitorado tradicional, tensionando sua posição no campo ideológico. Ao mesmo tempo, traz riscos: pode gerar rejeição em parte desse eleitorado compartilhado com Lula, que tende a ser mais sensível a esse tipo de associação.



Do lado do PT, o cenário ainda depende da definição de quem será o candidato com o apoio de Lula. Hoje, há dois possíveis caminhos:

• Elmano de Freitas, atual governador, com a máquina estadual e continuidade administrativa; e garante que sairá para reeleição.

• Camilo Santana, que é considerado o nome mais forte do partido no Estado, com maior capital político e capacidade de transferência de votos.

Neste momento, embora não esteja em campanha, dados indicam que Camilo Santana é o ativo mais robusto do PT no Ceará, com maior densidade eleitoral do que Elmano. Sua eventual entrada na disputa tende a reorganizar o cenário, inclusive com impacto direto sobre o comportamento dos eleitores compartilhados com Ciro. A depender dessa definição, o jogo político pode mudar de forma relevante. Lula deve apoiar o candidato do PT — seja Elmano ou Camilo —, o que garante competitividade ao campo governista, mas não elimina a disputa interna por protagonismo.


O resultado é consolidado dos dois votos ao Senado Federal. Por isso a soma dará 200% e os eleitos serão os que melhor pontuarem no primeiro e segundo voto. Os pré-candidatos Capitão Wagner (UB) e Priscila Costa (PL), são os com mais intenção de votos entre evangélicos para senador, sendo 65,6% e 27,6% dos eleitores. Além disso, há um elemento importante nas alianças locais: o grupo de Cid Gomes (PSB), hoje alinhado a Elmano, pode rever seu posicionamento a depender do desenho final da disputa, especialmente em um cenário em que Ciro se fortaleça eleitoralmente e amplie sua base de apoio.

Diante disso, três vetores estruturam o cenário atual:

• Um eleitorado híbrido relevante (30%) entre Lula e Ciro, que será decisivo;

• Camilo Santana como principal força política do PT, com potencial de reorganizar a disputa;

• A entrada de novos apoios, como o de Flávio Bolsonaro a Ciro, que amplia alcance, mas também aumenta o risco de rejeição.

Em síntese, o Ceará caminha para uma eleição altamente competitiva e ainda em aberto. O resultado dependerá menos da fotografia atual e mais da capacidade de cada grupo de consolidar alianças e capturar esse eleitorado compartilhado ao longo do processo eleitoral.




Fonte: Revista Ceara

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